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ISSN: 1533-2535

Volume 2 No. 1                                       Summer 2002

Restructuring Defense in Nicaragua: Asymetries and Incoherence 

Roberto J. Cajina

Independent Security Advisor

Abstract

When analyzing Latin American political transitions, it is necessary to consider one essential component: the transformation of the defense establishments from authoritarian societies to democracy.  These changes are almost always examined in a limited and unidirectional way: how and to what extent is the military subordinated to civilian control, and how and to what extent are military personnel and costs reduced. This is what is traditionally known as military restructuring.

This almost always leads to forgiving civilian authorities their carelessness and incompetence in security and defense matters.  It seems as if the military and the politicians are running on separate tracks in a race in which the rules of the game are applied to the former especially strictly, and to the latter with leniency.  In addition, military restructuring has another, equally limited meaning.  As used in Europe, it refers to the process of reduction of defense budgets, of the armed forces and of the defense industry, and to practical reallocation of physical, fiscal and human capital from the military to the civilian sector.  Therefore, politically and methodologically, it is better to talk of restructuring defense, rather than restructuring the military, in that it is more comprehensive and systematic, and it avoids falling into the trap of absolving civilian incompetence.

In discussing the restructuring of the defense sector in Nicaragua, I allude to a qualitative and quantitative process in which the armed forces and all civilian agencies related to defense participate, and in which the role of civilian society and international cooperation are considered.  This paper presents a general characterization of the process—the reduction of personnel and budget, the reform and modernization of the legal framework of defense, the performance of the Legislature, the Ministry of Defense, civilian society and international cooperation.  Finally, by way of conclusion, an incomplete list of “lessons not learned” is provided.

Reconversión de la Defensa en Nicaragua: Asimetrías e Incoherencias

Resumen

Al analizar las transiciones políticas latinoamericanas es necesario considerar uno de sus componentes esenciales: las transformaciones de los establecimientos de defensa de las sociedades autoritarias en su tránsito a la democracia; cambios casi siempre examinados de forma restringida y unidireccional: cómo y qué tanto los uniformados se subordinan al poder civil, de qué forma y en qué cuantía reducen efectivos y gasto militar. A esto se reduce lo que tradicionalmente se conoce como reconversión militar.
 
Ello casi siempre conduce a exculpar la desidia e incompetencia de las autoridades civiles en seguridad y defensa. Pareciera que militares y políticos corren por carriles distintos una carrera en la que las reglas del juego se aplican a los primeros con especial rigor, y a los segundos con lenidad. Además, reconversión militar tiene otra acepción igualmente limitada. Como se utiliza en Europa, se refiere a los procesos de reducción de los presupuestos de defensa, de las fuerzas armadas y de la industria de defensa, y a la reubicación práctica del capital físico, financiero y humano del sector militar al sector civil. Por ello, política y metodológicamente es más adecuado utilizar reconversión de la defensa, antes que reconversión militar, en tanto es más comprensivo y sistémico, y porque además evita caer en la trampa de absolver la referida desidia e incompetencia del poder civil. 

Al abordar la reconversión de la defensa en Nicaragua, aludo a un proceso cualitativo y cuantitativo en el que participan las fuerzas armadas y todas las instancias del poder civil directamente relacionadas con el sector defensa, en el que se considera el rol de la sociedad civil y la cooperación internacional. En este trabajo se presenta una caracterización general de tal proceso; la reducción de efectivos y presupuesto, la reforma y modernización de la base jurídica de la defensa, el desempeño del Legislativo, Ministerio de Defensa, sociedad civil y la cooperación internacional. Al final, a manera de conclusión, se ofrece un listado incompleto de "lecciones no aprendidas". 

Reestruturando a Defesa na Nicarágua: Assimetrias e Incoerência

Sumario

Ao analisar as transições políticas na América Latina é preciso considerar um componente essencial: as transformações das instituições da defesa das sociedades autoritárias para a democracia.  Estas mudanças são quase sempre analisadas  de maneira unidirecional e limitada: como e até que ponto os militares estão subordinados ao controle civil e como e até que ponto são reduzidos o pessoal e o custo dos militares. Isto é o conhecido tradicionalmente como reestruturação militar.

 Isto leva quase sempre a perdoar a falta de cuidado e a incompetência das autoridades civis sobre questões de segurança e defesa.  Parece como se os militares e os políticos estivessem participando de uma corrida em pistas separadas, nas quais as regras do jogo são aplicadas estritamente aos primeiros e brandamente aos últimos.  Além disso, a reestruturação militar possui um outro significado igualmente limitado.  Como se aplica na Europa, refere-se ao processo de redução dos orçamentos da defesa, das forces armadas e da indústria da defesa e a realocação prática dos recursos físicos, fiscais e humanos para o setor civil.  Portanto, política e metodologicamente é melhor falar da reestruturação da defesa em vez da reestruturação dos militares, pois isto é mais abrangente e sistemático e evita cair na armadilha de absolver a incompetência dos civis.

Ao discutir a reestruturação do setor da defesa na Nicarágua, faço alusão ao processo qualitativo e quantitativo no qual as forças armadas e todas as repartições civis relacionadas à defesa participam e no qual são consideradas as funções da sociedade civil e da cooperação internacional.  Este trabalho apresenta uma caracterização geral do processo – a redução do pessoal e do orçamento, a reforma e modernização da estrutura legal da defesa, o desempenho do Legislativo, do Ministério da Defesa, da sociedade civil e da cooperação interacional.  Finalmente, como conclusão é apresentada uma relação incompleta de “lições não aprendidas”.

 

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