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ISSN: 1533-2535 |
Volume 4 No. 2 Fall 2004 |
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The Underestimated DisputeGabriel Urchipia & Jose Torres
Abstract
In a few years, Argentina will celebrate the bicentennial of her independence, and her people will take stock of the "rights and wrongs" of the Malvinas–Falklands dispute. However, the seeds for the source of this conflict are even older. In the 16th Century, British, Dutch, French and Spanish expeditions discovered the islands, but only the French initially settled them. France established a settlement in 1764. Spain vindicated its titles over the islands, which was recognized by France. Since that time, Spain has designated the islands’ governors. Meanwhile, Great Britain arrived at an island at the upper northwest point of the archipelago. As soon as they found out about this, the Spaniards expelled the British from the settlement. In order to avoid a war, Great Britain and Spain negotiated the reestablishment of an English settlement, which was voluntarily abandoned by the British three years later. Argentina’s independence in 1816, followed by her struggle for the territorial integration of the surrounding Spanish colonial possessions, assured her legitimacy as the proper successor to Spain. Subsequently, in 1820, Argentina took possession of the islands. However, foreign seal-fishermen paid no attention to this change in the islands’ political status, and they continued using the Malvinas Islands freely for fishing and logistical stops. This resulted in sporadic incidents and tension between the local authorities, which were established in 1829, and other governments. In 1833, the HMS Corvette CLIO forcibly occupied the islands, proclaiming her British majesty's sovereignty over them. Neither the American declaration of the Monroe Doctrine in 1822, nor the British recognition of Argentine independence in 1826 was taken into account. Protests, negotiations, and a war in 1982 were not capable of changing this status. The isolation of the Falklands-Malvinas from the American continent is a strange and awkward contradiction within the new paradigms of globalization. Moreover, the liberal civil rights enjoyed by the inhabitants of the Falklands-Malvinas Islands clashes with their legal framework of discrimination applied to outsiders, and both factors can only result in a resurgence of tension and an increase in the cost of the conflict. The goal of this presentation is to encourage a change in attitude by the parties involved in the dispute, through an analysis of the historical decision-making process and the opportunities associated with the controversy. However, a change in attitude alone is not enough for an effective solution to this territorial dispute. It requires an Argentina with reliable institutions in parallel with the United Kingdom’s political will. Finally, there are some valuable lessons we can learn from the narrative. Perhaps an early attempt to craft a solution to this dispute might be possible by taking into account the Henry Kissinger’s words of wisdom, when he stated that "a successful negotiation happens when both sides lose something."
La Disputa Subestimada
Resumen
En pocos años, Argentina celebrará el bicentenario de su independencia, y su pueblo recordará los aciertos y errores cometidos en la disputa por las Malvinas (Falklands). Sin embargo, los orígenes del conflicto son aún anteriores. Desde el siglo 16, expediciones españolas, holandesas, británicas y francesas se adjudicaron el descubrimiento de las islas. Francia establece un asentamiento en 1764. España reivindica sus títulos sobre las islas los cuales Francia reconoce. A partir de allí, España designó a sus propios gobernadores. Mientras tanto, Gran Bretaña había llegado a una isla en el extremo noroeste del archipiélago, lo cual al ser descubierto por los españoles provoca su expulsión. Gran Bretaña y España, a fin de evitar una guerra, debieron negociar en 1771 el reestablecimiento del asentamiento británico, que tres años después seria abandonado voluntariamente por los británicos. La declaración de la independencia Argentina en 1816, y su lucha por la integración del territorio colonial español, le aseguraron la legitimidad de sus títulos como sucesora de España. Consecuentemente, en 1820 Argentina tomó posesión formal del archipiélago. Sin embargo, pescadores extranjeros no prestaron atención al cambio político experimentado, y continuaron usando las islas Malvinas (Falklands) libremente para pescar y reaprovisionarse. Esto resultó en esporádicos incidentes y tensiones entre autoridades locales establecidas desde 1829 y otros gobiernos. En 1833, los HMS Clio ocupó por la fuerza las islas, proclamando la soberanía británica sobre ellas. Ni la declaración Americana de la doctrina Monroe de 1822, ni el reconocimiento británico de la independencia argentina de 1826, fueron tomados en cuenta. Protestas, negociaciones y una Guerra en 1982 no pudieron cambiar la situación. El aislamiento de las Malvinas (Falklands) del continente americano es una rara y extraña contradicción dentro de los nuevos paradigmas de la globalización. Mas aun, la igualdad que disfrutan los ciudadanos británicos que habitan en las islas, colisiona con las restricciones que discriminan a extranjeros, y ambos factores pueden hacer resurgir tensiones e incrementar sus costos. El objetivo de esta presentación es promover una nueva visión del conflicto a través del análisis histórico del proceso de toma de decisiones y las oportunidades que del mismo surgen. Sin embargo, un cambio de visión no basta para encontrar una solución definitiva a la disputa. Se requiere de una Argentina más confiable y un Reino Unido con voluntad negociadora. Cumplidas ambas condiciones, un acuerdo puede ser alcanzado siempre y cuando sean tenidas en cuenta las sabias palabras de Henry Kissinger que dijo: “para que una negociación sea exitosa, ambas partes deben ceder algo."
A Disputa Subestimada
Sumario
Em poucos anos, a Argentina vai comemorar o bi-centenário da sua independência, e seu povo vai lembrar dos acertos e dos erros cometidos na disputa pelas Malvinas (Falklands). Contudo, as origens do conflito são ainda anteriores. No século XVI, expedições espanholas, holandesas, britânicas e francesas descobriram as ilhas, mas somente a França estabeleceu um assentamento em 1764. A Espanha reivindica seus títulos sobre as ilhas, os quais são reconhecidos pela França. A partir desse momento, a Espanha nomeou seus próprios governadores. Enquanto isso, a Grã Bretanha havia chegado a uma ilha no extremo noroeste do arquipélago. Assim que os espanhóis souberam disso expulsaram os britânicos do assentamento. A Grã Bretanha e a Espanha, a fim de evitar uma guerra, tiveram que negociar em 1771 o restabelecimento do assentamento britânico, o qual, três anos depois, seria abandonado voluntariamente pelos britânicos. A declaração da independência argentina em 1816, e a sua luta pela integração do território colonial espanhol, lhe asseguraram a legitimidade dos seus títulos como sucessora da Espanha. Conseqüentemente, em 1820 a Argentina tomou posse formal do arquipélago. Contudo, pescadores estrangeiros não prestaram atenção à mudança política ocorrida, e continuaram usando as ilhas Malvinas (Falklands) livremente para pescar e se reaprovisionar. Isto acarretou incidentes esporádicos e tensões entre autoridades locais estabelecidas desde 1829 e outros governos. Em 1833, a corveta HMS Clio ocupou pela força as ilhas, proclamando a soberania britânica sobre elas. Nem a declaração americana da doutrina Monroe de 1822, nem o reconhecimento britânico da independência argentina de 1826, foram levados em conta. Protestos, negociações e uma Guerra em 1982 não puderam modificar a situação. O isolamento das Malvinas (Falklands) do continente americano é uma rara e estranha contradição dentro dos novos paradigmas da globalização. Além do mais, a igualdade que os cidadãos britânicos que habitam as ilhas detêm vai de encontro às restrições que discriminam estrangeiros, e ambos os fatores podem fazer ressurgir tensões e incrementar seus custos. O objetivo desta apresentação é promover uma nova visão do conflito através da análise histórica do processo de tomada de decisões e das oportunidades que do mesmo surgem. Contudo, uma mudança de visão não é suficiente para encontrar uma solução definitiva para a disputa. É preciso uma Argentina mais confiável e um Reino Unido com vontade negociadora. Se ambas as condições forem cumpridas, poderá ser atingido um acordo, desde que sejam levadas em conta as sábias palavras de Henry Kissinger que disse: “para que uma negociação seja bem sucedida, ambas as partes devem ceder um pouco”.
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