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ISSN: 1533-2535 |
Volume 5 No. 1 Spring 2005 |
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Getting Here from There: Multinational Force and Haiti’s Quest for Democracy
Walter E. Kretchik
Abstract
This study considers the use of multinational force to assist in rectifying Haiti’s political woes by exploring two research questions: “How did Haiti’s security situation evolve into its present situation?” and “How effective has multinational force been in assisting the government of Haiti in its quest for democracy?” By properly analyzing these queries, the Haiti case may yield valuable lessons that will serve to inform hemispheric nation-states seeking to build capacity for the conduct of current and future multinational peacekeeping missions.
After exploring Haiti’s past, this study concludes that while the Haitian people espouse Republican government and democracy, actual practice deviates from reality. The lack of a concept of public virtue and power-sharing for society’s betterment is a major obstacle to institutionalizing democratic practice. Haiti’s political situation is more reminiscent of an anarchic frontier zone rather than a nation-state. This circumstance exists due to the Haitian people’s frustration and powerlessness to alter often-horrific political and social conditions. Without hope of bettering their lives through government, the Haitian masses have instituted two culturally accepted levels of public violence: routine criminal activity and politically-motivated action. Multinational force interventions have slowed routine criminal activity to some degree. However, eradicating endemic vigilantism, intimidation, and murder as an engine for societal change is impossible without altering imbedded Haitian cultural values. As long as Haitians believe that intimidating or killing political figures is an effective way to force change, then such measures will continue despite multinational efforts to deter them.Resumen
El presente estudio considera la utilización de fuerzas multinacionales para ayudar a subsanar los infortunios políticos de Haití dando respuestas fundamentadas a dos preguntas de investigación: “¿Cómo llegaron las condiciones de seguridad de Haití a la presente situación?” y “¿Ha sido eficaz la fuerza multinacional al ayudar al gobierno de Haití en la búsqueda de democracia?” Analizando adecuadamente las respuestas a estas preguntas, del caso Haití pueden obtenerse valiosas enseñanzas que servirán para aportar conocimientos a los estados nacionales del hemisferio que procuran desarrollar las capacidades necesarias para participar en las actuales y futuras misiones multinacionales de mantenimiento de paz.
Después de investigar el pasado de Haití, la conclusión del estudio es que si bien el pueblo haitiano ha adoptado la forma republicana y democrática de gobierno la práctica real se aparta de dicha forma de gobierno. La falta del concepto de moral pública y del uso compartido del poder para el mejoramiento de la sociedad es el principal obstáculo para institucionalizar la práctica democrática. La situación política de Haití evoca más a una anárquica zona fronteriza que a un estado nacional. Estas circunstancias existen debido a la frustración del pueblo haitiano y a su impotencia para lograr modificar las terribles condiciones políticas y sociales que viven. Sin esperanzas de mejorar sus condiciones de vida a través de la acción del gobierno, las masas haitianas han instituido dos niveles de violencia pública aceptados culturalmente: la actividad delictiva rutinaria y las acciones con motivación política. Las intervenciones de la fuerza Multinacional en cierta medida redujeron la actividad delictiva rutinaria. Sin embargo, erradicar la endémica actividad de los vigilantes, la intimidación y el asesinato para impulsar el cambio social es imposible sin modificar los valores culturales arraigados en la sociedad haitiana. Mientras los haitianos crean que intimidar o matar a figuras políticas es una forma eficaz de forzar el cambio social, esas acciones continuarán a pesar de las iniciativas multinacionales para impedirlas.Sumario
Este estudo considera o uso da força multinacional para auxiliar a retificar as indignidades políticas do Haiti, explorando duas perguntas de pesquisa: “Como evolui a situação de segurança do Haiti no presente contexto?” e “Que grau de eficiência a força multinacional tem para auxiliar o governo do Haiti em sua busca pela democracia?” Ao se analisarem essas perguntas de modo adequado, o caso do Haiti pode propiciar ensinamentos valiosos que servirão para informar as nações-estados do hemisfério a procurar o desenvolvimento do potencial para conduzir as missões de manutenção da paz multinacionais atuais e futuras.
Depois de analisar o passado do Haiti, este estudo conclui que, embora o povo haitiano propugna o governo e a democracia republicanos, o modo de atuação desvia-se da realidade. A falta de um conceito de virtude pública e de divisão de forças para a melhoria da sociedade é um obstáculo importante para se institucionalizar a prática democrática. A situação política do Haiti evoca mais uma zona fronteiriça anárquica do que uma nação-estado. Essa circunstância se dá devido à frustração e à impotência do povo haitiano para alterar condições sociais e políticas, com freqüência, terríveis. Sem esperança de melhorar suas vidas por meio do governo, as massas haitianas instituíram dois níveis culturalmente aceitos de violência pública: atividade criminosa rotineira e ações com motivação política. As intervenções da força multinacional desaceleraram a criminalidade rotineira em certa extensão. No entanto, a erradicação do vigilantismo endêmico, da intimidação e do assassinato como locomotiva para mudança social é impossível sem que se alterem os valores culturais arraigados do povo haitiano. Enquanto os haitianos acreditarem que a intimidação ou o assassinato políticos é um modo eficiente de forçar a mudança, essas medidas continuarão, apesar dos esforços multinacionais para dissuadi-los.
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