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NORTHCOM: Perspectives on "Homeland Security" and "Homeland Defense"

By Luis Bitencourt
CHDS Decano Interino do Programa Acadêmico

De 6 de Abril a 1 de Maio de 2009, o CHDS reuniu 33 estudiosos e profissionais de sete países da América Latina - Chile, Costa Rica, El Salvador, Colômbia, México, Panamá, Peru – e dos Estados Unidos no curso Perspectives on Homeland Security and Homeland Defense.

NORTHCOM Focus: Perspectives on

Decano Interino Luis Bitencourt conduz a discussão com os participantes do curso Perspectivas sobre "Homeland Security" e "Homeland Defense," ao lado dos professores do CHDS Carlos Ospina-Ovalle, Michael Gold-Biss y Craig Deare (da direita para a esquerda).

O curso recorreu a metodologias online e internas de modo a permitir que os participantes, que iam de civis de sectores executivos, legislativos e judiciais a educadores, investigadores acadêmicos e jornalistas, analisassem e comparassem diferentes abordagens de encarar o terrorismo e as catástrofes naturais.
Durante as primeiras duas semanas online, os participantes realizaram debates animados que ofereciam perspectivas preliminares sobre as diferentes interpretações desenvolvidas pelos países de modo a enfrentarem um conjunto de ameaças de terrorismo ou catástrofes naturais. [Clique aqui para ver PDF]

A terceira semana, realizada no CHDS em Washington D.C., focou majoritariamente a perspectiva da Homeland Security dos EUA. Os participantes puderam entender melhor a forma como os ataques terroristas contra os EUA tiveram um tremendo impacto na abordagem daquele país para com a segurança interna.

Durante essa semana, os participantes foram expostos a um exercício que tinha por objetivo lhes dar uma percepção da pressão que as ameaças do terrorismo ou das catástrofes naturais exercem sobre os decisores políticos. Nas palavras de um participante: “só agora pude entender a dimensão destes ataques e as medidas da América para ultrapassar sua vulnerabilidade relativamente ao terrorismo”. 

A última semana foi passada em Colorado Springs, Colorado, e foi concebida para permitir que os participantes entendessem a perspectiva da Homeland Defense. O General Victor E. "Gene" Renuart do Comando Norte (NORTHCOM) acolheu o grupo e sublinhou a importância da iniciativa para toda a região. “Conhecendo-nos uns aos outros e entendendo as diferentes perspectivas destas ameaças e as formas de as encararmos, estamos criando melhores oportunidades de cooperação para quando precisarmos de cooperar" – referiu Renuart aos participantes, enfatizando a importância da confiança e dos contatos pessoais. "Além disso, o curso oferece uma estrutura oportuna para o reforço de relações; tal como repetimos várias vezes aqui: «quando ocorre uma crise é demasiado tarde para se trocar cartões de visita»”.

Os participantes disseram estar muito impressionados com os instrumentos e os processos de controle instituídos para aumentar a proteção dos EUA a catástrofes naturais e às provocadas pelo Homem. Uma visita ao complexo Cheyenne Mountain acrescentou um ingrediente de quase ficção científica e ofereceu também um grande contraste entre os momentos da Guerra Fria e as atuais ameaças ao país.

Durante as discussões do Grupo de Análise, os participantes salientaram a natureza globalizada e altamente interligada das atuais relações na região. Por exemplo, não só os efeitos dos ataques terroristas do 11 de Setembro contra os EUA se repercutiram profundamente em toda a região, como também os requisitos de segurança e defesa adotados pelos EUA ecoaram em toda a região sob a forma de pressão sobre outros países para que incorporassem medidas de segurança que implicassem o uso de parcos recursos e cuja utilidade imediata não foi necessariamente óbvia para esses países.

Outra reflexão importante gerada pela exposição às estruturas do complexo da Homeland Security e da Homeland Defense dos EUA foi a questão da coordenação entre organismos. É claro que perante estes tipos de ameaças, o processo de tomada de decisões, que muitas vezes ocorre em circunstâncias de tensão, é essencial e tem conseqüências na forma como as decisões "viajam" e têm impacto nas comunidades da defesa e da segurança. Ocorreram várias discussões animadas nos grupos de análise, quando os participantes do curso, motivados pela exposição recente e detalhada das circunstâncias enfrentadas pelos Estados Unidos, analisaram as dificuldades no seio das estruturas internas dos respectivos países. 

Mantendo o propósito do curso, os representantes de cada país apresentaram sua própria perspectiva sobre seus homólogos internos à Homeland Security e à Homeland Defense. Apresentaram a situação atual da segurança dos países e dos estabelecimentos de defesa, as circunstâncias históricas que influenciaram suas abordagens, as ameaças que dizem respeito a cada país, bem como as respectivas soluções e limitações para enfrentarem tais ameaças.

Desta forma, o curso permitiu o estabelecimento de paralelismos entre as experiências dos diferentes países ao lidarem com problemas cuja natureza é freqüentemente semelhante. As apresentações de perspectivas clarificaram também a natureza transnacional das atuais catástrofes naturais ou das que são provocadas pelo Homem e que ameaçam a paz nesses países. Por exemplo, o represente dos EUA mostrou como vários países foram usados no planejamento e execução dos ataques terroristas do 11 de Setembro contra os Estados Unidos. Na mesma linha, um representante do Chile mencionou o caso interessante da erupção do vulcão Chaiten, cujas cinzas se espalharam não só em regiões do Chile, mas também em muitas partes da Argentina.

Por fim, a metodologia do curso cumpriu um objetivo inesperado: graças à diversidade de representantes de países que representavam uma variedade de contextos profissionais distintos, este exercício ajudou os participantes a olharem para suas próprias realidades através de uma estrutura mais consistente e integrada.

O famoso exercício prático Seismic Fury conduzido pelo Comando Norte, desafiou ou participantes do curso a usarem seus novos conhecimentos e perspectivas para tomarem decisões em circunstâncias simuladas. Os participantes demonstraram altos níveis de motivação, bem como conhecimentos ao responderem às diferentes situações oferecidas pelo exercício, testando suas próprias capacidades de elaborarem respostas e tomarem decisões durante uma crise. 

Os participantes afirmaram que estavam verdadeiramente gratos pela oportunidade de participarem no curso e que partiam com uma melhor visão das capacidades existentes para enfrentarem problemas muitas vezes comuns tanto em sua natureza como em seu impacto. Tal como muitos disseram, ao conhecerem diferentes abordagens relacionadas com este tópico, puderam entender melhor as perspectivas de outros países. Além disso, qualificaram o papel da cooperação entre organismos ao nível de seus países e a cooperação ao nível internacional. Por fim, puderam também aperfeiçoar sua percepção sobre seus países relativamente à “Homeland Defense” e à “Homeland Security.”

Após a cerimônia de graduação, conduzida no quartel-general do Comando norte, o NORTHCOM e o Chefe do Estado-Maior, General John H. Bordelon, do Comando Norte-Americano de Defesa do Aeroespaço (NORAD) aplaudiram o curso por ser uma iniciativa importante que ajuda a avançar os objetivos do NORTHCOM relacionados com a Homeland Defense, considerando em particular a necessidade de cooperação regional para abordar os desafios colocados pelo terrorismo ou pelas catástrofes naturais.


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